Nos últimos dias, a chuva veio para ficar, mas nem tudo é negativo. Enquanto muitos adultos encaram a chuva como um transtorno, as crianças veem-na como uma oportunidade de diversão e descoberta.
Na creche do CRID, os interesses das crianças são acolhidos de forma sensível e responsiva. Assim, as crianças da sala dos 2 anos vestiram os seus impermeáveis, calçaram as galochas e foram para o exterior brincar ao som e ao movimento da chuva. Momentos de alegria, entusiasmo e curiosidade marcaram esta experiência mágica de poder brincar à chuva. Cada poça de água transformou-se numa aventura: saltaram, bateram os pés, chapinharam com as mãos e até houve lugar para algumas escorregadelas. Olhavam para o céu e diziam, felizes: “A chuva!”
Segundo Jean Piaget, por volta dos 2 anos a criança encontra-se no final do estádio sensório-motor, aprendendo essencialmente através da ação e da experimentação direta com o meio. Brincar à chuva permite explorar relações de causa-efeito, como o impacto dos pés na água ou o som das gotas ao cair, favorecendo a construção ativa do conhecimento.
Nesta idade, brincar à chuva é muito mais do que diversão. É descobrir texturas, sons e movimentos, fortalecer o corpo e estimular a imaginação, aprendendo através da experiência. Entre risos, passos inseguros e poças brilhantes, constroem-se aprendizagens significativas.
O contacto com a natureza é fundamental para o desenvolvimento global da criança. A chuva proporciona uma diversidade de estímulos sensoriais — temperatura, textura, som e movimento — que enriquecem a perceção sensorial, promovem a coordenação motora e reforçam a autonomia.
Desta forma, brincar à chuva, com galochas e impermeáveis, não é apenas um momento lúdico, mas uma experiência pedagógica rica e significativa. Através desta vivência, a criança aprende com o corpo, com os sentidos e com o outro, construindo conhecimento de forma natural, prazerosa e integrada.
Assim, as crianças viveram momentos simples que permanecerão guardados como memórias felizes da infância.





