Projecto Família – De Pais para Pais

Na segunda vertente do Projecto Família irá criar-se um Grupo de Ajuda Mútua (GAM), ou seja, uma pequena estrutura constituída por pais/familiares que vivenciam situações em comum, proporcionando-lhes um espaço para reflectir sobre as suas dificuldades e encontrarem formas de resolução das mesmas. O seu pressuposto básico será a autonomia dos seus membros face a qualquer sistema interventor exterior e como estratégia comum a ajuda mútua que deve ser entendida como principal recurso.

Este grupo irá permitir a partilha de ideias, opiniões, experiências, sentimentos e deste modo criar uma rede social de apoio que permita aos seus elementos enfrentar, melhorar e mesmo ultrapassar situações decorrentes da problemática da deficiência.

Pretende-se que o GAM “De pais para pais” seja uma ajuda significativa aos seus membros, ajudando a combater a sua tendência para comportamentos impotentes. A teoria da aprendizagem do comportamento impotente sugere que os indivíduos que experimentam situações onde as suas acções não têm qualquer efeito sobre o que lhes venha a acontecer são condicionadas a não esperar dos seus comportamentos resultados úteis, na maioria das situações. Este tipo de comportamento impotente apresenta déficits aos níveis motivacional, cognitivo e afectivo. Se o indivíduo não espera conseguir influenciar uma dada situação na qual está envolvido, é provável que perca a motivação para agir de todo.

“De pais para pais” deverá constituir uma rede de apoio com um efeito securizante nos seus membros, através da experimentação de uma sequência de sucessos no controlo da situação constrangedora, ou seja, na deficiência do filho ou familiar. Tais sucessos deverão contribuir decisivamente para o aumento da sua auto-confiança.

O GAM será liderado pelos seus membros, contando com a presença de apenas um técnico que funcionará como facilitador:

  • deverá ser imparcial;
  • respeitará a autonomia do grupo e certificar-se-á que essa sua atitude é reconhecida;
  • a sua intervenção não deverá nunca competir com a acção do grupo junto dos seus elementos, mas apresentar-se como um seu complemento;
  • o papel do facilitador deverá ser claramente negociado com o grupo, de modo a poder ser reduzido ao mínimo o risco de conflito decorrente de percepções diferenciadas sobre os seus limites de actuação.

Este GAM terá como objectivos específicos partilhar experiências, preocupações, conhecimentos; promover interacções sociais; promover a intercomunicação e a Auto-estima /Auto-confiança e estabelecimento de relações de suporte positivas.
O projecto inicia-se com um reunião para todos os interessados, na qual será apresentada uma proposta de funcionamento do grupo e estabelecida entre todos a melhor metodologia para o mesmo (p.e., periodicidade e duração das reuniões, assuntos, etc.). As reuniões do grupo terão lugar nas instalações do CRID em horário pós-laboral.

O papel de facilitador/interventor social, bem com a Coordenação Geral do projecto estará a cargo da Técnica Superior de Política Social Fátima Falua.

Tags:,

Categorizado em:

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *